Tarot Jogo

Tarot Jogo: Sexo também pode ser prejudicial à saúde, O Corpo Fala

 

Uma mulher bonita com mais de trinta anos.

Em ano anterior, Jaqueline (nome fictício) estava com um homem jovem, solteiro, que basicamente a procurava para sexo, mas não a assumia como namorada, socialmente ou diante dos familiares.

Ela queria o namoro, o desenvolvimento da relação, pois estava amando, mas ele a tratava apenas nestes termos: amante de um homem solteiro.

Procurava Jaqueline, quando ele queria, mas se mostrava indisponível aos encontros por parte dela. Situação bastante comum hoje em dia.

Era o homem dos seus desejos, o seu amante ideal e viril em termos de sexo. Fácil remédio para o seu buscador.

No jogo anterior, havia aparecido que a mulher estava prestes a ficar doente de algo sério. Na época negou, dizendo estar completamente saudável.

Não lembro da consulta, entretanto recordou que insisti a respeito da tal doença que apareceu nos arcanos, e que ela ficasse atenta a respeito da saúde, e procurasse um médico por necessidade. Não se tratava apenas de uma somatização temporária e de simples solução por meios pessoais, foi o alerta.

A separação estava indicada como melhor escolha do momento pelo Tarot, porque o sexo satisfatório num determinado aspecto não iria mudar ou evoluir para um namoro conforme queria, assinalando a predisposição dos envolvidos.

Tal situação não estava fazendo nada bem para o seu perfil psicológico feminino, desejoso também de afeto, companheirismo e socialização.  

Quatro semanas depois da consulta anterior, apareceu o sintoma no estômago, surpreendendo a Jaqueline, segundo relatou no retorno: uma doença rara, de fundo emocional conforme explica a medicina. Lembrou da minha consulta de Tarot.

Em termos ela se alimentava, mas de forma geral o emocional não conseguia assimilar e digerir normalmente os alimentos. Começou a emagrecer demais e de forma rápida em decorrência da doença, não recordo o nome.

Tomou os remédios recomendados pelos profissionais da área médica. A possibilidade de uma cirurgia surgiu, caso continuasse o desenvolvimento acelerado e quase repentino da manifestação dos sintomas.

Não era, então, uma questão moral, de certo ou errado, porque os dois são solteiros, nunca se casaram, mas psicológica do encontro entre um homem e uma mulher, quando a mulher se sente infeliz e na prática doente dentro de um padrão de relacionamento deficiente e, portanto, insatisfatório.

Muitas mulheres sentem esperança num relacionamento. Querem alterar para um patamar melhor, sadio.  Não muda nunca: o tempo apenas passa.

O corpo fala a sua linguagem e se comunica com as pessoas. Nesses casos a separação é o melhor e o necessário.  

As mulheres em geral, mas principalmente as com mais de trinta anos, não aguentam manter por tempo indefinido encontros fortuitos de apenas sexo. Entram depois em crise, sofrem, se desestruturam emocionalmente, choram regularmente e algumas conhecem a depressão. Começam a manifestar algum tipo de doença psicossomática.

É a carta da Lua, o Arcano 18.

Tal incidente é mais comum do que pensam os homens que não gostam nem um pouco desse tipo de assunto, e mais comum do que pensam as mulheres desinformadas. As mulheres precisam de estabilidade afetiva bem mais do que sexual.

Um grande número de mulheres prefere continuar sozinha ao invés de manter relações sexuais estáveis, mesmo satisfatórias com homens disponíveis – em termos – mesmo quando amam, mas não se sentem amadas.

Quando ambos não amam, é uma frustração das relações sexuais combustíveis mecânicas. Funcionam por um período, dependendo do caso, da mesma forma como acontece com os homens quando não amam.

Sem amor, ninguém aguenta por muito tempo por melhor que seja, em termos de sexo: sem assunto, sem carinho, sem afinidades, sem vontade de passear, sem troca em outros níveis, sem crescimento, sem interesses além do sexo, sem vontade.

É prejudicial espiritualmente. Surge mais um animal biológico da espécie homo sapiens.

Uma espécie de aversão surge do vazio interno sem sentido por aquela pessoa em particular. A fase da conquista chega a um fim previsível. É a conhecida promiscuidade: os novos caprichos de um vazio sem fim e sem limite dos viciados nas variedades superficiais.

Além disso, um número significativo de mulheres hoje em dia prefere abrir mão de uma sexualidade emergencial, quando estão sozinhas, para serem coerentes com os sentimentos e, inclusive, com a vontade própria: O AMOR RECÍPROCO.

Não querem usar o combustível mecânico e nem outras pessoas, que por vezes se envolvem, se apaixonam. Por outro lado, não querem ser objetos de uso de um masculino socialmente adoentado e fragmentado, presos às novidades sem fim, ainda imersos na incompletude.  

Há as mulheres de conduta fácil, disponíveis, carentes ao extremismo, que não contribuem para curar a sociedade doente de completude, de autoconhecimento e entrega afetiva.  

 

Sexo também pode ser prejudicial à saúde.  

O corpo fala. 

 

Nem todas as mulheres suportam psicologicamente o vazio interno do dia seguinte:    

A forte ressaca da ausência do amor.    

As mulheres conhecem a dor do amanhã, este desconhecido sem nome de gente.    

Ele era pior veneno que o remédio.    

Efeitos colaterais aguardam estes simples “aguardentes”,   

O impossível dissimulado.    

A espera de ninguém mais.    

Mais de mim.  

 

Uma pessoa deve conhecer os próprios limites psicológicos, o que não se restringe às questões de certo e errado, agradável e desagradável, prazeroso ou não num primeiro momento, que rapidamente se esgota ao sem refúgio.

As mulheres não conseguem mentir para si mesmas emocionalmente: sabem o que querem e o que não querem. O corpo sente inteiro: o agradável e o desagradável. Ele informa e revela a sua verdade. 

Para as mulheres que adoecem de amor e se curam através dele, o corpo lhes escreve o tempo da comunhão, da espera e da ausência.    

O amargo da tua boca foi para mim depois da tua hora.   

Num refúgio “do aguardente” encontrou em si o amor sem anzol.    

Deus sem forma.   

Mais de mim.   

Om Mani Padme Hum.   

Mantra leva em segurança para a margem.     

Paz.   

Branco, a soma do arco-íris.   

Mais.

Om

 


Sem afinidades, há uma lista enorme nesta categoria de mulheres que preferem ficar sozinhas um longo período, sem encontro fortuito nenhum que não preencha o importante: existo porque sinto.

Deus criou e deu a elas um coração.  É o momento quando a melhor associação é com Deus universal e o livre fluir da existência sem expectativas.   

Mulheres são diferentes dos homens. Mulheres não são homens – e nunca vão ser. Algumas mulheres mais mentais, racionais, e financeiramente estáveis pensam, a princípio, que vão gerir as ocorrências e os próprios sentimentos.

Pensam que vão conseguir se manter no controle da situação, profissionalizando o amor, mas não dão conta no sensível e estimado território dos relacionamentos e entram em forte crise também.

Enquanto isso os homens continuam aparentemente bem por mais tempo adiante, sem sofrimento consciente. Deixam as mulheres a cargo de sofrerem por eles.

Essa é a verdade das mulheres EXISTENTES, AS REAIS.  

No caso da consulta, sendo ambos solteiros, ele pode vir a amadurecer, se integrar, no caso dele, e perceber – ou não – que a ama, sem garantias disso para Jaqueline. Algumas vezes acontece, outras não.

Quando disponível, sozinho e mais maduro, um homem se apaixonado, reconhece os próprios sentimentos e volta a procurar uma mulher até anos depois, numa outra fase da existência, de forma diferente, para um compromisso afetivo.  

Jaqueline, algum tempo depois, resolveu se separar do desinibido e fogoso amante solteiro desimpedido. Lembrou da consulta, avaliou as circunstâncias, e juntando as forças decidiu romper, mesmo sendo difícil para ela.

Conheceu outro homem pouco tempo depois e começou um namoro em novos moldes estáveis e duradouros. Ele é companheiro, amigo, permanente. Assume o relacionamento para a família e os amigos desde anos anteriores. Está satisfeita nesse ponto.

O jogo mostrou a continuidade favorável e a durabilidade futura também de ambos os lados.

Na saúde apareceu no Tarot: curada do estômago ela não está, pois a doença aparece nítida. Estabilizou, mas não curou, exigindo cuidados médicos e atenção, mesmo com a ausência dos sintomas, que poderiam voltar rápido caso estivesse mal emocionalmente. Está bem. 

Além de questões de trabalho insatisfatórias para os seus conceitos, a Jaqueline se sente inquieta por mais um motivo: a sexualidade.  “Ele me respeita até demais! Ele é muito tímido”. 

As cartas do Tarot indicaram que ele a ama, quer a continuidade, sendo tímido não apenas com ela, mas no sexo, seja quem for. Num fator psicológico há cura.

O problema apresentado não é derivado da energia entre os dois ser incompatível, mas de algo interno que ele, enquanto homem, pode resolver.

Existem outros namoros, e até casamentos, que simplesmente os dois não combinam entre si sexualmente e não há esta possibilidade de resolução do inexistente. Não há o que ser feito, porque faz parte da natureza e dos elementos das pessoas.

O Tarot indicou a continuidade do namoro da Jaqueline, sendo bom para ambos, mostrando a melhora gradual em todos os aspectos.

Timidez todo mundo pode ter em uma ou mais situações: socialmente, comunicação escrita e verbal, em público. Timidez no sexo também acontece dentro de um relacionamento afetivo ou em outra circunstância onde não envolva o emocional, etc. 

Jaqueline namorou, passou por suas experiências de namoro do passado, levando consigo tanto a dor que ainda apareceu na forma do Arcano XII Pendurado no afetivo interno, que ainda não conseguiu se libertar. Ainda precisa de sua maturidade feminina. 

Ela sabe muito bem como é para ela um relacionamento sexual satisfatório, independente do atual bom companheiro, o que é favorável sob o ponto de vista dela, assim como para ele também.

O parceiro possui problemas no tema sexo, mas ela não. Este problema sexual é dele, não da mulher. A doença no estômago também não apareceu resolvida e curada definitivamente. Ela está se recuperando na saúde e desatando os nós afetivos do passado.

Jaqueline ainda sofre pelo antigo relacionamento, até porque conhece de forma lúcida os seus atuais problemas, e as suas realizações de mulher como um ser completo.

Ela está se tornando um ser completo feminino não fragmentado nem pelo amante do passado e nem pelo companheiro do presente. Ela agora se conhece independente dos seus relacionamentos.

Todas as experiências de nossa vida, inclusive as transitórias, que aliás são todas elas, qual seja a duração de tempo, são importantes e significativas, e independem de resultados, mesmo os de sucesso convencional.

A realização plena, integral e irrestrita de alguma coisa sempre temporária, independente de tempo de percurso.  

Na profissão, Jaqueline obtém a sua remuneração, mas está insatisfeita com o trabalho em si e os relacionamentos entre colegas. Acha pesado. Queria bastante sair do atual emprego, pois se aborrece, não gosta e pode ganhar mais. Está estudando para concurso público à noite.

Na consulta anterior havia dito ser favorável o movimento no sentido da mudança de carreira, enquanto mantém a sua fonte de recursos materiais. Encontrou depois o caminho da sua escolha pessoal e iniciou os estudos.

Estando bem emocionalmente, motivada, e apreciando a relação em vários sentidos, o Tarot indicou para continuar assim e, oportunamente, vai conseguir sair do trabalho insatisfatório para o outro melhor, público e garantido conforme pretende.

Nenhum dos dois têm condições ainda de se casar, disse Jaqueline em suas próprias palavras, e estão bem juntos. O namorado é vocacionado na profissão e está crescendo. Novos projetos. Que sejam cada vez mais felizes.

As boas e satisfatórias experiências do passado Jaqueline se relembra e nem deveria esquecer, mesmo que se case no futuro com o atual namorado.

Olha que interessante: Se a Jaqueline esquecesse o internamente registrado, o saber aprendido, não poderia transmitir seus conhecimentos gerais a quem lhe merece.

Casamentos, maridos e esposas não representam solução para a existência completa de um ser. Qualquer pessoa é uma unidade completa independente dos seus relacionamentos.

É preciso sempre resguardar e preservar a individualidade, a personalidade e a independência das qualidades e dos defeitos alheios, mesmo se inserido na melhor relação do mundo.

A explicação é simples: 1) as pessoas são diferentes; 2) sempre serão diferentes; 3) a individualidade é um patrimônio do ser e da boa espiritualidade evolutiva; 4) relacionamentos simbióticos precisam de cura e não de incentivo; 5) qualquer construção nesse mundo, feliz ou infeliz, é transitória e impermanente, tal como alerta o budismo, independente do tempo de duração.

Nascemos, morremos e nascemos de novo.  

Há um mito, o das pessoas bem resolvidas. Estamos num constante processo de vir a ser. Não existem pessoas sem defeitos, sem imperfeições e sem problemas.

O planeta está instável e enfrenta as suas crises generalizadas. Estamos em processo evolutivo consciencial de resolução interna e planetária.

Há soluções – melhor que remédios – variando do simples conhecido ao complexo ainda inexistente: científico, tecnológico, espiritual, psicológico, criativo, cognitivo e adaptativo às mudanças e transformações da atualidade. 

Num sentido espiritual, realização é um constante vir a ser sem apegos e nem expectativas. A felicidade é hoje, aqui e agora.

 

 

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