Elo Amor

Hoje em dia, mais do que em épocas do passado, o mundo tem sido cada vez mais transitório e impermanente por todos os lados. As mudanças são mais rápidas do que a vontade individual de mudar as circunstâncias ao redor.

Por outro lado, quando as mudanças são procuradas, elas podem não acontecer como se gostaria. Sabe aquele amigo que procura um emprego e não é contratado nunca, mesmo tendo um ótimo potencial sem uso?

As pessoas são pouco aproveitadas como se não tivessem importância, como se não houvesse necessidade delas. Há um desperdício enorme de potenciais inexplorados das pessoas.

Falta Educação, Cultura e trabalho para o povo. Quantos talentos, dons e vocações são desperdiçados nesse mundo? Uma quantidade enorme de pessoas nem sabe o quanto é dotada de talentos e recursos internos. Isso tudo não serviria apenas para elas, mas para a sociedade como um todo, para o mundo.

Na verdade faz muita falta esse enorme potencial desperdiçado para completar o nosso planeta e uns compartilharem com os outros, cada um com a sua parte inteira conhecida, praticada, desenvolvida e fortalecida.

O dinheiro permeia a sociedade e ninguém está imune. As portas não estão abertas como deveriam estar em termos de oportunidades de crescimento saudáveis para todos. A realidade é outra. E além disso, um deslize e tudo acabado na perversidade do descarte.

Quando se procura não quer dizer que se ache. E quando algo vai bem e se quer manter a estabilidade, ela pode ser rompida pelas alterações circunstanciais, pela falta de recursos financeiros ou pelas vontades alheias.

Os relacionamentos muitas vezes não duram, os interesses mudam rápido, o trabalho muda, as empresas abrem e fecham, as pessoas entram e saem de lugares, de determinadas funções e responsabilidades, as amizades se alteram.

O isolamento e a solidão pode ser duradoura. Há falta de afinidades e de comunhão.

As mudanças ao redor são incontroláveis, inevitáveis e insondáveis. Há um clima de insegurança, insatisfação e medo.

Estamos certos que ocorrerão um tanto número de fins e de inícios, enquanto a nossa existência futura permanece entre um leque de possibilidades e alternativas desconhecidas para se agir no necessário e urgente.

A durabilidade é um dos maiores desafios da atualidade. Tudo passa, mas o que fica por mais tempo por ser realmente bom, agradável, produtivo, existente e possível?

É uma qualidade saber preservar, manter, respeitar, nutrir, amparar, acolher, desenvolver, amar, deixar enraizar e florescer onde as flores nascem. Sabemos que não é toda pessoa que mantém no coração tais virtudes.

O amor é o elo de ligação com o nosso interior, com tudo e todos. É o amor que nos faz querer permanecer por longo tempo. O amor cria raízes e floresce. Sem amor não criamos raízes e sem raízes não há florescimento e nem felicidade. O amor é a fonte da harmonia, da estabilidade e da juventude renovada.

É o amor que traz beleza e significado profundo a tudo que experimentamos e a todos com quem nos encontramos. É o amor que nos faz querer ser cada vez melhores ao compartilhar. E ao compartilharmos, uma parte de nós se multiplica e também recebemos.

Sabemos que as mudanças não acontecem apenas porque alguém resolveu determinar ou não. Ao mesmo tempo o livre arbítrio nunca foi tão intenso e valorizado.

As mudanças acontecem e são inevitáveis por uma série de fatores alheios a uma vontade particular. Tudo está mudando a respeito das nossas estruturas tidas como estáveis e permanentes, e isso inclusive independe do nível de competências e qualidades individuais.

Mas como se usa adequadamente o livre-arbítrio, sem se deixar levar pelos condicionamentos psicológicos e socioculturais simplesmente?

Há um conjunto de fatores a ser considerado influenciando e determinando, e algo pode nos escapar à compreensão imediata.

As opções são, na verdade, maiores do que a disponibilidade individual frente às escolhas. As escolhas são exatamente as mesmas quando a mente e o coração estão fechados. Fica aquela sensação de se ter escolhido entre várias opções, mas pode não ter havido escolha na verdade, pois as cartas já estavam marcadas, condicionadas. A resposta ao novo estímulo era a mesma.

O desejo por algo diferente vem e as pessoas mudam de opinião, de relacionamentos, de gostos pessoais. Há uma série de situações inacabadas, que seriam muito mais profundas e realizadoras se fossem adiante.

Muitos querem logo descartar, ir para o próximo item de uma lista sem fim que parece mais interessante, melhor, mudando tudo sempre, embasados em atitudes instáveis, superficiais e de indiferença. É o consumismo das mudanças. O amor é a chave para a continuidade feliz.

 

Ao mesmo tempo vem a dúvida: confiar em que e em quem, quando há tanto de diferente e mutável o tempo todo?

Confiar em Deus, Naquele residente em todos os seres, inclusive dentro de si mesmo. Ouvir a intuição. Aprender a escutar a voz interior.

Por maior que seja a rotina de alguém, hoje em dia a transitoriedade dos fenômenos e circunstâncias prevalece num todo. A vida sempre continua a despeito de nossos sucessos, motivos de alegria e dramas pessoais.

Há o amor a ser compartilhado a cada momento enquanto existimos, e há o caminho necessário a seguir. Nada deve servir de motivo para tirar isso da gente. A gente pode colocar algo bonito de nosso. É o nosso presente. Essa deve ser a razão.

Ser e respirar amor é um aprendizado contínuo. Não vem de um dia para o outro para ninguém. É preciso preparo espiritual e psicológico. Sabemos que algo vai mudar, e em breve, seja no que for, em pequena ou grande medida. E para muita gente essas mudanças tiram o eixo, porque era inesperado, extremamente desejável ou indesejável.

Permanecemos aqui dentro do existir com amor para o que Deus der e vier. É inevitável aceitar o desconhecido porvir. A força que reside no coração aprende a estar preparado para o presente que há, independente de circunstâncias.

Está ao nosso alcance fortalecer a compreensão e a natureza do que está por trás das contradições e alterações ao nosso redor. A gente se encontra consigo mesmo, com Deus e você lendo esse texto aqui.

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Rosana d’ Ávila Uchôa